A transformação do sistema de pagamentos brasileiro, hoje reconhecido mundialmente pelo sucesso do PIX, só foi possível graças a estudos profundos que antecederam sua implementação. Em 2019, o Banco Central do Brasil precisava entender, com precisão, como os brasileiros pagavam, recebiam e utilizavam diferentes meios de pagamento. Para isso, contratou o DATATEMPO/CP2, uma das principais referências em pesquisa, dados e inteligência estratégica no país.
Esse estudo nacional, amplo e rigoroso, se tornou um marco. Ele forneceu as bases técnicas que orientaram decisões estratégicas, influenciaram políticas públicas e contribuíram diretamente para o desenvolvimento e sucesso do PIX. Hoje, este é um dos cases mais emblemáticos da capacidade do DATATEMPO de transformar dados em impacto real.
Uma Pesquisa Nacional Ampla e Estratégica
Para responder aos desafios do Banco Central, o DATATEMPO conduziu um levantamento de grande escala. O objetivo era mapear, com profundidade, os hábitos de pagamento do brasileiro, suas percepções, barreiras e comportamentos relacionados a cartões, dinheiro, pagamentos digitais e uso do celular.
A pesquisa combinou três metodologias complementares: survey domiciliar com mais de 1.500 brasileiros, entrevistas com 615 estabelecimentos comerciais e diários de pagamento que registraram 16.712 transações reais. Essa abordagem garantiu um diagnóstico preciso, com nível de confiança de 95%.
O Uso do Dinheiro e a Necessidade de Modernização
Um dos principais achados do estudo foi a forte dependência dos brasileiros do dinheiro físico. Segundo os dados, o dinheiro representava 77% das compras realizadas no país e 85% das compras de baixo valor. Esses números revelaram a urgência de modernizar o sistema de pagamentos, tornando-o mais rápido, eficiente e acessível — base fundamental para o desenvolvimento do PIX.
Como Perfil Socioeconômico Influencia Hábitos de Pagamento
A pesquisa identificou diferenças claras entre grupos socioeconômicos. Brasileiros de baixa renda utilizavam dinheiro em 87% das compras, enquanto entre aqueles com renda acima de dez salários mínimos esse percentual caía para 41%. Pessoas sem escolaridade realizavam 88% das compras em dinheiro, reforçando a necessidade de políticas de inclusão financeira.
A Baixa Adoção de Pagamentos por Celular
O estudo também revelou que apenas 30% dos brasileiros utilizavam o celular para fazer pagamentos. Entre pessoas de baixa renda, esse número era de apenas 14%. Esse cenário indicou a necessidade de campanhas educativas que orientassem a população sobre segurança e praticidade de pagamentos digitais.
O Comportamento do Comércio e a Preferência pelo Dinheiro
Embora aceitassem cartões, muitos comerciantes preferiam receber em dinheiro devido ao custo das maquininhas e ao prazo de recebimento. Esses dados influenciaram diretamente o desenho do PIX: instantâneo, acessível e de baixo custo.
Do Diagnóstico à Inovação: O Papel do DATATEMPO na Criação do PIX
Com base no estudo do DATATEMPO, o Banco Central estruturou ações como eletronização dos pagamentos, redução da dependência do dinheiro físico, inclusão financeira e educação digital. O PIX nasceu como resposta direta aos insights revelados pelo estudo.
Por que Este Case Demonstra a Força do DATATEMPO
O trabalho realizado pelo DATATEMPO mostrou que dados confiáveis e analisados com rigor podem transformar políticas públicas. O sucesso do PIX é também resultado da profundidade analítica e da metodologia aplicada nessa pesquisa.
Dados que Mudam o Brasil
A pesquisa realizada pelo DATATEMPO foi essencial para que o Banco Central entendesse os hábitos financeiros da população e criasse uma solução moderna, inclusiva e eficiente. O PIX revolucionou o sistema de pagamentos — e essa revolução nasceu da ciência de dados.